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Mercado imobiliário · Notícia e análise

Minha Casa, Minha Vida supera metade das vendas de imóveis novos no levantamento da CBIC

Programa alcança 51% das vendas e 58% dos lançamentos pesquisados no segundo trimestre de 2026; incorporadoras ajustam sua atuação.

Ilustração gerada com IA. Não representa um registro do acontecimento.

O Minha Casa, Minha Vida passou a responder pela maioria das vendas de imóveis residenciais novos no levantamento nacional da CBIC: foram 58.392 unidades no segundo trimestre de 2026, equivalentes a 51% do total pesquisado. O programa também alcançou 58% dos lançamentos, sua maior participação na série iniciada em 2019.

Divulgada em 24 de agosto, a pesquisa foi elaborada pela Brain Inteligência Estratégica e abrange 221 cidades. O resultado mostra o peso crescente da habitação enquadrada no programa em um mercado que convive com crédito caro. Não se trata de uma contagem de todas as transações imobiliárias do Brasil, nem de imóveis usados.

Fontes: CBIC

Lançamentos e vendas medem momentos diferentes

O relatório registra 62.129 unidades lançadas no MCMV, diante de 45.032 nos demais padrões. Nas vendas, os outros segmentos somaram 55.284 unidades. As participações são calculadas separadamente: lançamento é a entrada de uma nova oferta no mercado; venda é a comercialização de uma unidade.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, os lançamentos do programa aumentaram 19,9% e suas vendas, 5%. Portanto, o avanço da participação veio acompanhado de crescimento nesses volumes, e não deve ser explicado somente pela perda de espaço dos demais padrões.

Fontes: CBIC/CII e Brain Inteligência Estratégica

Participação do Minha Casa, Minha Vida nos lançamentos e nas vendas do segundo trimestre de 2026. Percentuais arredondados do levantamento, não de todas as transações do país.

Participação do Minha Casa, Minha Vida nos lançamentos e nas vendas do segundo trimestre de 2026. Percentuais arredondados do levantamento, não de todas as transações do país.

Visualização: Hédiz. Dados: CBIC/CII e Brain Inteligência Estratégica.

Origem da mídia

A mudança já aparece na estratégia das incorporadoras

Em reportagem do Correio Braziliense, o economista Celso Petrucci, do Secovi, relaciona a expansão à oferta de financiamento em condições mais favoráveis. Já Alberto Ajzental, da FGV, ressalta a pressão dos preços e dos juros sobre compradores de imóveis de médio e médio-alto padrão. São avaliações dos especialistas ouvidos pelo jornal.

O veículo também relata a entrada de empresas nesse segmento. A REM, até então concentrada em projetos de médio-alto padrão na zona oeste de São Paulo, anunciou sua estreia na habitação econômica com a marca Vér. O primeiro empreendimento, previsto para setembro, terá 513 apartamentos no Alto da Lapa.

Segundo a reportagem, a empresa firmou parcerias com Vinx e Vittalar e começou a estruturar equipes próprias. Esses planos indicam uma mudança de atuação, mas ainda não demonstram o resultado comercial dos novos projetos.

Fontes: Correio Braziliense

Olhar da Hédiz · Análise

Participação maior exige uma leitura mais cuidadosa da demanda

Na leitura da Hédiz, o dado mais útil é a combinação entre o crescimento das unidades do programa e a mudança no perfil da oferta. Isso ajuda a formular perguntas melhores sobre cada mercado. Uma imobiliária pode encontrar procura forte e, mesmo assim, ter um portfólio pouco compatível com ela. O levantamento nacional serve como contexto; a decisão local precisa considerar oferta, procura e condições efetivamente disponíveis.

Aplicação prática · Marketing e CRM

O que isso muda na comunicação e no atendimento

Para imobiliárias que trabalham com esse público, faz sentido comparar os pedidos recebidos com os empreendimentos disponíveis. No CRM, registrar região procurada, imóvel de interesse e próximo contato ajuda nessa leitura. A comunicação deve explicar condições verificadas, sem prometer aprovação de crédito ou tratar interesse como venda.

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